domingo, 12 de setembro de 2010

Art Nouveau

          A Art Nouveau nasceu em meio ao Modernismo, como resposta às consequencias da industrialização, portanto valorizava a arte e sua forma de realização: manual. O modernismo ganhou diferentes nomes e características dependendo da região: Modernismo na Espanha; Jugendstil na Alemanha; Secessão na Áustria; e Modern Style na Inglaterra e Escócia. Quanto as característas próprias de cada país, as primeiras exposições internacionas realizadas nas capitais européias contribuiram para criar certa homogeneidade artística. Contrariamente a sua intenção inicial, os burgueses começaram a gostar do estilo, que se tornou meramente decorativo.
          
          A pintura modernista misturou as delicadas e elegantes formas do gótico com o simbolismo romântico de dois grupos importantes da Europa do século XIX: os pré-rafaelistas ingleses Millais, Rossetti, Hunt e Brown e os nazarenos alemães Overbeck, Pforr e Cornelius. O resultado foi uma pintura de um erotismo e uma naturalidade surpreendentes. A idealização da mulher manifestou-se em figuras meio ninfas e meio anjos; corpos etéreos e pele translúcida. 


         
           A arquitetura modernista se caracterizou pela estrita coerência entre as formas sinuosas das fachadas e a ondulante decoração dos interiores. Adotou-se a chamada construção honesta, que permitia vislumbrar vigas e estruturas de ferro combinadas com cristal. Dentro da arquitetura modernista existiram duas tendências: as formas sinuosas e orgânicas, de um lado, e as geométricas e abstratas,  de outro, precursoras da futura arquitetura racionalista. 

  A escultura modernista permaneceu estreitamente ligada à arquitetura e teve, antes de tudo, uma função decorativa. A criação tridimensional foi representada, melhor ainda do que pela escultura, pelos objetos de uso diário, produzidos com materiais nobres, com um desenho que os elevava à categoria de obras de arte. O modernismo implicou uma revalorização do artesão e, por conseguinte, dos produtos feitos à mão, em oposição aos industrializados. 


        

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